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PERGUNTAS ANTERIORES



  • Caso clínico 10 - Pergunta 5: O que a literatura diz a respeito do papel da adição de bevacizumabe ao tratamento do câncer epitelial de ovário?

    • Enquanto no ICON7 apenas pacientes com estadios III e IV foram incluídas, no estudo GOG218 também mulheres com estadios I-IIA (com histologia de células claras e/ou grau 3) e estadio IIB foram incluídas
    • Bevacizumabe deve ser usado em primeira linha de tratamento sempre que possível, já que em linhas subsequentes o benefício da adição desse antiangiogênico aos esquemas de quimioterapia traz pouco benefício
    • As pacientes com maior risco de recidiva/progressão (ou seja, aquelas estadio IV ou estadio III com doença residual macroscópica) são as que mais se beneficiam da adição de bevacizumabe na primeira linha de tratamento
    • A dose de bevacizumabe de 10 mg/kg é a ideal para as pacientes com câncer de ovário, já que essa dose se mostrou menos tóxica com o uso prolongado por 15 meses
    • Os estudos Aurélia e Oceans endossam o uso de bevacizumabe em primeira linha em pacientes como a do caso em questão
  • Caso clínico 10 - Pergunta 4: Como oncologista dessa paciente, pediria algum exame adicional para guiar o tratamento?

    • Não há necessidade, pois o tratamento para essa paciente é com quimioterapia
    • Deve-se discutir o uso de bevacizumabe para essa paciente e por isso é preciso rastrear a presença de trombose venosa profunda com doppler de membros inferiores
    • Pediria pesquisa de mutação de BRCA1 e BRCA2 já que de acordo com o estudo SOLO 3 essas pacientes se beneficiam de manutenção com olaparibe caso apresentem alguma variante patogênica nesses genes
    • Pediria pesquisa de mutação de BRCA1 e BRCA2 já que de acordo com o estudo Ariel 4 essas pacientes se beneficiam de manutenção com rucaparibe logo após o término da quimioterapia caso apresentem alguma variante patogênica nesses genes
    • Pediria pesquisa de mutação de BRCA1 e BRCA2 já que de acordo com o estudo SOLO 1 essas pacientes se beneficiam de manutenção com olaparibe após o término da quimioterapia caso apresentem alguma variante patogênica nesses genes
  • Caso clínico 10 - Pergunta 3: Qual a importância de uma cirurgia para o câncer de ovário sem doença residual remanescente?

    • A ausência de doença residual não tem impacto prognóstico na era moderna em que as pacientes recebem quimioterapia e antiangiogênicos
    • A cirurgia R0 tem impacto prognóstico, com melhor sobrevida livre de progressão e sobrevida global quando comparado a cirurgia R1 ou R2
    • A busca pela cirurgia sem doença residual leva ao aumento do tempo cirúrgico e da morbidade pós operatória sem impacto na sobrevida
    • Devido ao incerto benefício de uma cirurgia R0 no câncer epitelial de ovário, não existe nenhum estudo mostrando diferenças no desfecho de acordo com o treinamento do cirurgião
    • O objetivo principal desse tipo de cirurgia deve sempre ser a retirada da massa ovariana, das trompas e do útero
  • Caso clínico 10 - Pergunta 2: Caso o aspecto dos linfonodos fosse normal durante a cirurgia, como o cirurgião deveria proceder baseado nos dados da literatura?

    • Nada de novo foi apresentado ou publicado nos últimos anos em relação a linfadenectomia no câncer epitelial de ovário, portanto os linfonodos pélvicos e para aórticos devem ser retirados
    • Não existe nenhuma evidência na literatura que a linfadenectomia possa ser abolida em alguma situação no câncer epitelial de ovário
    • De acordo com os dados do estudo LION, a linfadenectomia em pacientes com câncer de ovário avançado submetidas a ressecção completa e com linfonodos de aspecto normal na imagem pré operatória e durante a cirurgia não foi associada a maior sobrevida global ou livre de progressão comparado aos casos sem linfadenectomia
    • De acordo com os dados do estudo LACC fazer ou não a linfadenectomia não tem impacto na morbidade cirúrgica apesar do maior tempo cirúrgico nos casos em que a linfadenectomia foi empregada
    • Linfadenectomia não deve ser realizada em nenhuma situação no câncer epitelial de ovário estadio III ou IV, uma vez que a paciente receberá obrigatoriamente tratamento complementar sistêmico com quimioterapia
  • Caso clínico 10 - Pergunta 1: Qual é a abordagem inicial indicada para esse caso?

    • Diante da dúvida diagnóstica, a paciente deve ser submetida a um exame de PET-CT, para estadiamento sistêmico
    • Uma biopsia da massa pélvica é recomendável antes de propor uma laparotomia, pois aparentemente trata-se de uma lesão benigna de ovário
    • Deve ser oferecido tratamento neoadjuvante com quimioterapia – paclitaxel e carboplatina por 3 ciclos, seguido de cirurgia de intervalo e mais 3 ciclos de quimioterapia
    • Trata-se provavelmente de um tumor epitelial de ovário confinado à pelve e todo esforço cirúrgico para que aconteça uma citorredução primária máxima deve ser empregado
    • Por se tratar de imagem compatível com tumor germinativo do ovário, deve-se antes de tudo solicitado alfa fetoproteína, BHCG qualitativo e LDH
  • Caso clínico 9 - Pergunta 5: A paciente realizou radioterapia externa em mama direita e cadeias de drenagem e o teste para BRCA1/2 que foi negativo. Em exames pré operatórios para reconstrução mamaria em fevereiro de 2019 foram detectados 3 nódulos pulmonares inexistentes previamente. Qual sua conduta?

    • Ressecção dos nódulos pulmonares.
    • Reestadiamento e biópsia de nódulo pulmonar por imagem com realização de imunohistoquimica e quimioterapia.
    • Reestadiamento e tratamento sistêmico com olaparibe
    • Reestadiamento e tratamento com imunoterapia independente do resultado de PDL1
    • Reestadiamento e biópsia de nódulo pulmonar por imagem com realização de BRCA no tumor para uso de olaparibe.
  • Caso clínico 9 - Pergunta 4: Em relação a recomendação de aconselhamento e teste genético para esta paciente:

    • Esta recomendado em todas as pacientes com câncer de mama triplo negativo abaixo de 60 anos.
    • Esta recomendado pois a paciente tem um tio paterno com câncer de cólon .
    • Só estará recomendado se esta paciente desejar fazer a mastectomia bilateral.
    • Não está recomendado para esta paciente
    • Só estaria recomendado se a paciente tivesse casos de cancer de prostata ou ovário em parentes de primeiro grau.
  • Questão anulada!
    Caso clínico 9 - Pergunta 3: De acordo com a cirurgia adotada ( mastectomia direita e PLS ) e com o resultado HP. Qual a melhor conduta?

    • Paciente com alto risco. Deverá fazer tratamento adjuvante com capecitabina de acordo com o estudo CREATE X.
    • Paciente com pCR não necessitara de radioterapia adjuvante.
    • De acordo com o estudo do GEICAM /Ciboma esta paciente não se beneficiará de capecitabina adjuvante.
    • Esta paciente deverá fazer hormonioterapia adjuvante e radioterapia
    • De acordo com o estudo do GEICAM /Ciboma toda paciente triplo negativo não basal ( EGFR CK5/6 Negativos) se beneficiará de capecitabina adjuvante após neoadjuvancia.
  • Caso clínico 9 - Pergunta 2: Optando-se por tratamento neoadjuvante, qual o tratamento mais recomendado pelos guidelines?

    • Quimioterapia baseada em antraciclinas/taxane dose dense
    • Quimioterapia baseada em antraciclinas/taxane e bevacizumabe
    • Quimioterapia com derivados de platina e inibidor de PARP
    • Quimioterapia baseada em antraciclinas/taxanes + gemcitabina e ou xeloda
    • Quimioterapia baseada em taxanes apenas pois esta paciente deverá fazer radioterapia
  • Questão anulada!
    Caso clínico 9 - Pergunta 1: Qual a próxima conduta?

    • Solicitação de teste genômico para avaliar cirurgia conservadora após quimioterapia neoadjuvante considerando um carcinoma inflamatório
    • Marcação do tumor e do linfonodo axilar com perspectiva de cirurgia conservadora e linfonodo sentinela após quimioterapia neoadjuvante e estadiamento.
    • Estadiamento e realização de mastectomia para evitar radioterapia após cirurgia
    • Estadiamento, teste genômico, quimioterapia neoadjuvante e mastectomia Direita e PLS.
    • Mastectomia bilateral com linfadenectomia direita e PLS a esquerda após estadiamento